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07 setembro, 2013

Criando seus monstros

Traumas, psicoses e outras drogas

A gente nem imagina, mas às vezes um simples, pequeno e despretensioso ato pode levar alguém a nos perseguir a vida toda. Quem já assistiu ao filme Homem de Ferro 3, sabe que neste terceiro filme os maiores inimigos de Tony Stark são um colega cientista, a quem Stark frustrou um desejo e uma ex-namorada ressentida por não ter sido correspondida em seu amor.

Isso, infelizmente, não é privilégio dos filmes, acontece na vida real, são manchetes em noticiários. Nunca imaginamos que possa acontecer com a gente. Mas acontece. Muitas vezes nem suspeitamos que um amor não correspondido possa criar um inimigo, afinal que culpa temos se não mandamos em nosso coração? A pessoa cria uma expectativa que você não alimenta, faz planos que você não partilha e quando descobre que você não corresponde, não namora mais ninguém, não se casa, envelhece sendo uma pessoa amarga porque você não a amou e te culpa eternamente por isso. Você seguiu sua vida, namorou, casou, constituiu família, é feliz e nem imagina que aquela pessoa dedica a vida dela a você, a te destruir, a te atacar, a atacar tudo aquilo que você acredita, aquilo que você é e até sua profissão, tudo por ódio. Ué, mas não era amor? Pois é, a linha que separa esses dois sentimentos é muito tênue.
 
 

 Mas nem só de amores não correspondidos se criam perseguidores frustrados. Às vezes você nem imagina que um ato inocente, um fato sem importância, pode gerar um inimigo. Muitas vezes o que você disse ou fez inocentemente, pode até despertar um trauma de infância que você nem sonhava que a pessoa tinha. Aí ela passa a vida te imitando para provar (para si mesmo) que é melhor que você, como faz o inimigo de Tony Stark nesse terceiro filme. Ou a pessoa passa a vida te afrontando, só esperando você se manifestar para poder “dar o bote”, com uma sede insaciável de fazer você “pagar” por algo que ela acredita que sofreu por sua causa, mas que na realidade se gerou dentro dela, foi alimentado por ela e só faz mal para ela mesma.

 Passando por uma situação dessas frequentemente, resolvi ler o livro Mentes Perigosas, de Ana Beatriz Barbosa Silva, e buscar informações que me ajudassem a entender o motivo de tantos ataques gratuitos de uma só pessoa e aí, vasculhando nos arquivos do passado, percebi que uma simples decisão em grupo sobre um trabalho escolar foi o estopim para tudo. Vai saber se a pessoa já não tinha um problema de insegurança, um trauma de infância, um distúrbio de personalidade, falta de autoestima e que acabou se agravando por uma coisa banal da qual eu nem fazia ideia.

 Depois de ler e pesquisar sobre o assunto, descobri que nesses casos a pessoa bloqueia o que lhe causou o trauma e quando você a questiona sobre o porquê age de determinada maneira com você, ela tenta inverter os papéis e as histórias, numa tentativa desesperada de fazer com que você pareça o perseguidor e ela, a vítima. A psicologia explica que essas pessoas acreditam que lembrar duas vezes é reviver o trauma e sofrer em dobro, quando na verdade enfrentar com coragem seus medos é o que os libertaria. O pior é quando o caso é tão crônico que nem a psicologia consegue tratar.
 
 

 Geralmente essas pessoas levam uma vida de aparências e uma vida solitária. Elas têm um lindo discurso, mas não vivem o que pregam. São os primeiros a falar em amizade, por exemplo, defendem que redes sociais são para se estabelecer bons relacionamentos, mas são os primeiros a “atacar” e provocar uma situação desagradável e desnecessária, mesmo quando o assunto “não é com eles”, e não pensam duas vezes antes de fazer intrigas usando seus próprios amigos, com quem conviveu por anos. É que essas pessoas são incapazes de nutrir bons sentimentos e se colocar no lugar do outro. Passam a vida frustrados sem terem nada do que almejaram ter um dia e acabam não percebendo que não têm nada exatamente por isso, são solteirões amargos ou se prestam ao papel de amantes, pois é assim que se sentem, em segundo plano, mas raramente constituem família, porque ninguém fica muito tempo ao lado de uma pessoa cheia de paranoias, nem valoriza quem não tem amor por si e pelos outros.

 Infelizmente não podemos voltar ao passado para mudar histórias, por isso, cuidado com suas palavras, mesmo as mais inocentes e cuidado com as pessoas com as quais você se relaciona. O livro que citei acima é uma boa dica para você identificar possíveis monstros criados ou ainda em formação, pois o bicho-papão, a bruxa malvada e o capeta, só são “bonzinhos” no comercial da RBS TV.

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