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02 setembro, 2005

A Lei da Incompetência



NÃO AO DESARMAMENTO DE INOCENTES!

Em 02 de julho de 2004 entrou em vigor no Brasil a Lei 10.826, conhecida como Estatuto do Desarmamento, que foi sancionada em 23 de dezembro de 2003 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A Lei proíbe o porte de armas de fogo por civis. Desde então enormes campanhas estão sendo feitas e veiculadas na mídia com o intuito de arrecadar armas e acabar com a criminalidade no país. Quem for pego com uma arma sem o porte concedido pela Polícia Federal será preso e não terá direito à fiança ou liberdade provisória. Detalhe: estamos falando aqui sobre o cidadão de bem, para quem foi criado o Estatuto do Desarmamento. E os bandidos, assaltantes, seqüestradores e traficantes? Será que eles se comoverão com as propagandas de TV e entregarão suas armas também? Ora, em um país onde as polícias civis e militares não cumprem seu papel, não têm equipamentos e estrutura necessária para atenderem às ocorrências e, em muitos casos são menos confiáveis que os bandidos, quem protegerá o cidadão de bem desarmado quando este for abordado por um elemento com arma em punhos?

O custo do referendo popular para 2005, para saber se a população quer ou não o fim da venda de armas será de mais de 600 milhões de reais, segundo dados do TSE. Mas isso não é noticiado nas campanhas de desarmamento. Esse dinheiro não seria melhor utilizado no reequipamento das polícias, ou será que está sobrando nos cofres públicos? O povo quer o fim da violência e do desarmamento dos criminosos, não dos cidadãos de bem que agora estão ainda mais desprotegidos e indefesos. Alguém que tenha precisado da atuação da polícia sabe que ela não leva menos de meia hora para chegar ao local onde foi solicitada. Há cidades onde a BM e a Civil não têm, às vezes, combustível para se deslocarem com as viaturas. Falta armamento, munição, material básico de serviço e efetivo.

Outro dado recentemente divulgado pelos jornais é o aumento da criminalidade desde a aprovação do Estatuto. No Paraná, um dos Estados precursores da campanha de desarmamento a criminalidade aumentou de 2003 para 2004, principalmente os crimes cometidos com o uso de armas de fogo. Essa é uma das provas do fracasso do desarmamento das pessoas de bem, ou será que o governo pensou que desarmando a vítima o criminoso não atuaria?

Para obter o registro de uma arma de fogo é necessário pagar 300 reais e mais mil reais pela concessão do porte, sem contar os gastos com certidões. Mas apenas 5% da população brasileira têm condições financeiras para isso. Os outros 95% ficam a mercê de criminosos que compram facilmente as armas que foram entregues pelo cidadão. E acredite, quem vende são os integrantes corruptos da polícia nacional. A verdade é que o governo não tem controle sobre os bandidos ou sobre a banda medíocre das forças armadas nacionais e para mascarar a situação desesperadora do país tentam controlar a população inocente. Não ao desarmamento das vítimas, à hipocrisia, à incompetência. Armas não matam. Pessoas matam.

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Texto produzido para a cadeira de Redação Jornalística III - Jornalismo Opinativo

Um comentário:

continuo achando disse...

Tatiana, parabéns pelas reportagens sobre o desarmamento. Estão bem elucidativas e merecem ser lidas por mais gente. É isso aí guria, vai fundo que o futuro é um mar de possibilidades!

PERFIS FALSOS NO ORKUT ACABAM EM CADEIA!