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O PERIGOSO CYBERBULLYING VIROU MODA

Cyberbullying é o nome dado aos crimes cometidos pela internet. É quando alguém resolve denegrir a imagem de uma pessoa passando-se por ela, caluniando-a, difamando-a ou causando danos morais, pessoais, profissionais e psicológicos. A última moda agora é criar perfis falsos de terceiros no orkut. Isso é crime, tem como ser descoberto, há leis no Brasil pra isso e dá cadeia. Confira o vídeo "Perfis falsos no orkut acabam em cadeia" na parte inferior deste blog ou clique aqui.

21 abril, 2013

Internet, terra sem lei. Será?




Ofensas, injúrias, calúnias, difamação, ataques à honra e à moral. Os crimes continuam os mesmos, o que mudou é o local onde eles são cometidos. O que antigamente se fazia em modo presencial, hoje se faz em modo virtual. Cyberbullying é o bullying cibernético,  é o nome dado aos crimes cometidos pela internet. É quando alguém resolve denegrir a imagem de uma pessoa, causando a ela danos morais, materiais, pessoais, profissionais e até mesmo psicológicos. É cada vez mais crescente o número de notícias de suicídio, principalmente de jovens, vítimas desse bullying virtual. 

 Hoje em dia vemos uma onda crescente de criminosos que atacam em redes sociais sem dó nem piedade. Eles geralmente ofendem sem medida, tanto a vida pessoal, profissional, quanto familiar de suas vítimas, muitos se valendo de perfis falsos, alguns, da (falsa) sensação de impunidade e outros aproveitando a proteção de suas paredes para exercer toda sua covardia, uma vez que jamais teriam a mesma coragem de fazê-lo cara-a-cara. 



 Os motivos são os mais variados, os mesmos que levam essa mesma gente de baixo nível a cometer os mesmos atos inescrupulosos na vida real, ou seja, fora da internet. Mas o que surpreende mesmo é a idade dos criminosos. Está enganado quem pensa que isso só é coisa de adolescente mal criado que não tem supervisão dos pais. Dando um giro por grupos do Facebook, por exemplo, somos surpreendidos com vovós e vovôs que ocupam o seu tempo com as mais absurdas baixarias. Quando meus avós eram vivos, era uma época em que vovós e vovôs davam bons exemplos para seus netos, eram sinônimos de “maturidade”, de “educação”, de “respeito”. Hoje, quando vejo senhores e senhoras que deveriam estar dando um ótimo exemplo de vida para esta geração, “atuando” em seus crimes cibernéticos, sinto vergonha e constrangimento por eles, é o que chamam de sentir “vergonha alheia”. Não dá nem para cobrar dos adolescentes mal criados que não tem supervisão dos pais...


Engana-se quem pensa que há anonimato na internet. Não dá para se esconder atrás de um perfil falso. Mesmo que o criminoso exclua o perfil completamente, mesmo que se utilizem “milagrosos” programas que mudem os números de IP dos computadores, os registros ficam bem guardados nos arquivos das páginas onde os perfil foram criados, e podem ser obtidos com a quebra de sigilo através de um processo judicial. E não importa se a rede social onde foi cometido o crime tem sede em outro país, uma vez atuante no Brasil, está submetida à sua Legislação. De acordo com o artigo 5º, § IV da Constituição Federal é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato. Quem tem um perfil falso tem uma falsa identidade e conforme o artigo 307 do Código Penal - Decreto Lei 2848/40, atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade para obter vantagem, em proveito próprio ou alheio, ou para causar dano a outrem é crime, com pena de detenção de três meses a um ano e multa. 

Em 2009 o advogado Guilherme Stinighen Gottardi, de 26 anos, foi preso em flagrante em uma lan house no centro de Florianópolis/SC usando perfis falsos no Orkut para ofender e prejudicar uma colega de trabalho. Esse foi um dos primeiros casos de condenação no Brasil. De lá para cá é cada vez maior o número de condenações e indenizações pagas por ofensas cometidas na internet, principalmente pelo Facebook, Twitter e blogs e isso pode ser constatado apenas com algumas pesquisas de notícias pela rede.

Conforme o jornal Correio Brasiliense, em 2011 os juízes do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) condenaram três pessoas a pagar indenização em dinheiro às vítimas de ofensas em site de relacionamento. Outro caso ocorreu na Universidade de Brasília (UnB). A professora de tecnologia farmacêutica foi alvo de críticas de um grupo de discussão virtual e recebeu R$ 8,5 mil de indenização dos estudantes que a ofenderam. 



Quem foi ou está sendo vítima de crime pela internet deve registrar um boletim de ocorrência na Delegacia Especializada em Crime Virtual, que no RS fica em Porto Alegre, ou até mesmo em uma Delegacia de Polícia comum. Deve guardar cópias (prints) de todas as postagens ofensivas e os endereços de perfis e redes sociais onde o crime aconteceu e procurar um advogado para iniciar uma ação judicial. Se a ofensa foi cometida por um perfil falso, o popular fake, é só entrar com um pedido judicial de quebra de sigilo de dados. Se a ofensa ocorreu no Facebook, por exemplo, a justiça determina que a empresa revele todos os dados verdadeiros do perfil agressor e endereço exato onde ele foi criado, mesmo que ele tenha sido deletado, mesmo que os computadores utilizados não existam mais. Uma coisa é certa: a identidade real por trás do perfil falso é facilmente descoberta. É inadmissível que pessoas tenham suas vidas achincalhadas, sua imagem pessoal e até mesmo profissional denegrida, seus familiares expostos à humilhação pública por culpa de seres sem o mínimo de noção e civilização. Faça sua parte para acabar com esse tipo de atitude das cavernas: denuncie! As pessoas precisam aprender que internet não é terra sem lei. Por outro lado fico feliz que elas tenham em mãos um computador, já pensaram se esse tipo de gente empunhasse uma arma?



13 abril, 2013

Posso emitir opinião?



Antes de mudar o foco para outros assuntos, como pediu meu pai (risos), preciso abordar um assunto que tem chegado distorcido ao conhecimento dos triunfenses, levando muitos a fazer juízos equivocados sobre a questão. A respeito da minha última coluna “Há imparcialidade no jornalismo?” recebi um e-mail com uma frase e a pergunta sobre o que acho dela. A frase, que me chocou, diga-se de passagem, dizia o seguinte: “Como todos sabem um jornalista não tem opinião. Textos opinativos são ótimas crônicas, porém não podem ser considerados textos jornalísticos”. O que eu acho a respeito? Que quem disse isso obviamente não é jornalista, pois todo jornalista sabe que o jornalismo opinativo é um dos gêneros jornalísticos, assim como o jornalismo informativo e o interpretativo.

Sim jornalista tem opinião. Sim jornalismo opinativo é jornalismo. Na Unisinos estudamos esse gênero jornalístico na disciplina de Redação Jornalística III. E para deixar mais claro ainda, a crônica é um dos tipos de textos opinativos, assim como o editorial, o comentário, o artigo, a resenha, a coluna e a charge.

Muito antes de ser informativo ou interpretativo o jornalismo foi opinativo, como se via no panfletismo ideológico da Revolução Francesa. Na segunda metade do século 19 e nas primeiras décadas do século 20, o atual jornalismo empresarial dos EUA não destoava de escolas jornalísticas da época, como a francesa e a inglesa: praticava-se um jornalismo muito mais opinativo do que informativo.

No livro Jornalismo Opinativo, José Marques de Melo assinala que há dois núcleos de interesse em torno dos quais o discurso jornalístico se articula: a informação, cujo interesse é saber o que se passa e a opinião, cujo interesse é saber o que se pensa sobre o que se passa. 
 
O jornalismo tem que ser mais que um cão-de-guarda da sociedade, tem que ser um cão-guia, orientando e educando, por isso tem o direito e o dever de opinar. E como disse Claudio Abramo, um dos mais respeitados jornalistas de todos os tempos, falecido em 1987: “A posição que considera o jornalista um ser separado da humanidade é uma bobagem. A própria objetividade é mal administrada, porque se mistura com a necessidade de não se envolver, o que cria uma contradição na própria formulação política do trabalho jornalístico. Deve-se, sim, ter opinião, saber onde ela começa e onde acaba, saber onde ela interfere nas coisas ou não”.

O jornalista é um formador de opinião, e ele geralmente faz isso emitindo a sua, não apenas informando. Não há nada de errado em apenas informar. Não há nada de errado em opinar. Ambos são gêneros jornalísticos. É errado é dizer o que não se sabe.

"Jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter”. (Claudio Abramo)

12 abril, 2013

Há imparcialidade no jornalismo?




Imparcialidade. Está aí um tema que todos discutem, todos acham que sabem muito sobre imparcialidade no jornalismo, o povo quer que seja assim (e tem razão de querer mesmo), mas jornalista de fato e de direito, aquele que não faltou às aulas para ficar no barzinho, sabe que a imparcialidade é uma das primeiras “teorias” estudadas na faculdade. Lembro bem daquela aula e da minha reação, fiquei c-h-o-c-a-d-a quando o professor fez a revelação, bombástica para calouros apaixonados pelo jornalismo, diga-se de passagem.

Sim, a imparcialidade é um mito, como disse o renomado jornalista Ricardo Noblat em seu blog: “ninguém é imparcial, porque você é obrigado a fazer escolhas a todo instante, e ao fazer toma partido”. A imparcialidade já cai por terra quando um jornalista escolhe “o que noticiar”, pois ele está decidindo o que é ou não notícia, o que deve ou não ser de interesse de determinada classe e o que as pessoas devem ou não saber, de acordo com critérios que ele utiliza e que só ele conhece. Depois, o jornalista escolhe “que palavras usar” e todos sabemos o poder que as palavras têm. Uma palavra substituída, uma palavra mal colocada, um sinônimo inadequado e o sentido muda. Outra questão a ser definida pelo jornalista é “quando noticiar”. Muitas vezes os jornalistas podem engavetar uma notícia esperando um determinado momento de torná-la pública. Quem leu o relato dos professores da USP que acompanharam uma reunião de pauta do Jornal Nacional, quando William Bonner chamou o telespectador de Homer Simpson, sabe do que estou falando. Se não sabe digite esse endereço em seu navegador e confira aqui. Dois anos depois desse relato, a Globo noticiou a venda de óleo para calefação a baixo custo feita por uma empresa de petróleo da Venezuela para famílias pobres do estado de Massachusetts, notícia que no momento da reunião de pauta do JN não interessava. Pois é!


Nem nas fotografias há imparcialidade, pois através do visor de sua câmera o repórter fotográfico decide “o que” enquadrar e “de que” ângulo enquadrar. Depois ele escolhe quais fotografias serão vistas e quais serão engavetadas. E na TV? Lembram-se daquele episódio em que mulheres da Via Campesina invadiram o horto florestal da Aracruz, em 2006? As imagens que a RBS escolheu para exibir mostravam um bando de mulheres praticando um horroroso ato de vandalismo. Na faculdade, além de assistirmos novamente às imagens exibidas pela Rede Globo, assistimos pela primeira vez as imagens exibidas pelo SBT, que mostrou o outro lado da moeda, o lado covarde de guardas e funcionários que atacaram as mulheres antes da invasão. Não que a reação delas destruindo o laboratório tenha sido justificada por isso, vandalismo é vandalismo, mas o que está em questão é a imparcialidade, não é? Então se dependêssemos apenas da RBS conheceríamos uma única versão desse fato, porque eles escolheram “que imagens exibir”. E isso tem ligação direta com a relação jornalismo x publicidade. Nos dias seguintes à veiculação, anúncios da Aracruz estampavam páginas inteiras da Zero Hora. E isso não acontece apenas aqui e muito menos em grandes veículos, acontece no país inteiro e em jornais do interior também. Um jornal que só veicule notícias de oposição política, por exemplo, não tem moral alguma para falar de um jornal que só veicule notícias de situação política, porque imparcialidade é mostrar os dois lados e isso, hoje em dia, está muito difícil.
 
Enfim, o jornalista não é um robô, ele tem opiniões, tem preferências, torce por um time de futebol, tem uma crença religiosa, prefere um partido em detrimento do outro e jamais será totalmente imparcial. Apesar disso, a imprensa tem sim que fazer o máximo de esforço, para ser o mais isenta possível e isso se faz dando igual voz a dois lados distintos e antagônicos, não levantando a bandeira de uma causa da qual uma grande parte de pessoas discorda. Fazer isso e se dizer imparcial, é ser hipócrita e mentiroso.

E como diz Ricardo Noblat: “Se me limito a dar uma notícia devo ser objetivo. Cabe aos leitores tirarem suas próprias conclusões. Se comento uma notícia ou analiso um fato, ofereço minhas próprias conclusões. Cabe aos leitores refletir a respeito, concordar, divergir ou se manter indiferente. Jornalista é um incômodo. E é assim que deve ser. Se não for não é jornalista”.

11 abril, 2013

Jornalistas x Assessores de Imprensa





Confesso que me sinto estranha em escrever um título desses e já explico o motivo. Antes preciso dizer que valorizo muito a formação de nível superior para qualquer profissão, mas confesso que tem coisas que conseguem me fazem repensar o diploma em Jornalismo, porque demonstram que em alguns casos o estudo não garante aprendizado. E entre essas coisas está a confusão que alguns jornalistas fazem com as nomenclaturas, razão pela qual achei estranho escrever o presente título. Primeiro que jornalismo é uma profissão e assessoria de imprensa é função dessa profissão, uma das muitas funções, aliás, portanto um jornalista não pode exercer a “profissão” de assessor de imprensa. Faça o que eu não consegui fazer: se finja de cego se ler isso algum dia. Para ficar claro, todo assessor de imprensa é jornalista, mas nem todo jornalista é assessor de imprensa, alguns são fotojornalistas, outros são repórteres, outros são apresentadores, outros, redatores, enfim. Da mesma forma nem todo radialista é jornalista. Há diferenças entre as profissões, diferenças não só de nomenclatura, mas de atribuições, e unidades sindicais e representativas distintas. Todo jornalista é radialista, mas nem todo radialista é jornalista. E isso continua sendo assim, porque mesmo com a decisão (inconstitucional) do STF, os Sindicatos dos Jornalistas de todos os estados brasileiros e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) não emitem registro profissional sem apresentação de diploma de ensino superior em Jornalismo. 

Agora vamos à função de assessoria de imprensa
O que é uma assessoria de imprensa? É o serviço prestado a instituições públicas e privadas, que se concentra na elaboração e envio frequente de informações jornalísticas dessas organizações para os veículos de comunicação em geral e é feito por jornalistas, eles é que determinam o que é ou não notícia para ser enviado, além de capacitarem o assessorado para entender e lidar com a imprensa. Não é fácil desempenhar a função, mesmo que o assessorado tenha noção de mídia. Geralmente o jornalista que atua como assessor de imprensa entende a necessidade informativa dos veículos de imprensa, mas ao mesmo tempo precisa atender aos anseios do assessorado, seja ele público ou privado. Hoje é difícil existir um órgão que não tenha uma assessoria de imprensa, é ela que garante que a marca e/ou produto de uma empresa esteja nos principais veículos de comunicação, e que a população fique por dentro das principais ações dos governos municipais, estaduais e federal. Sem as assessorias de imprensa os veículos de comunicação teriam que trabalhar dobrado, ter um quadro muito maior de profissionais para atender a demanda e ainda assim não conseguiriam a mesma quantidade de notícias.

Mas essa função jornalística tem credibilidade?
Como a função da assessoria de imprensa é promover e manter uma imagem positiva de seus assessorados há quem coloque em dúvida a seriedade do jornalista que a desempenha. Isso pode ser compreensível vindo de quem não é da área, mas é correto um jornalista dizer isso? Um assessor de imprensa não é um jornalista sério? Para responder isentamente a essa pergunta, conversei Pedro Osório, jornalista, especialista em Sociologia, mestre em Comunicação Social e presidente da Fundação Cultural Piratini, além de ter sido meu professor de Assessoria de Imprensa na Unisinos. Pelo Facebook ele me respondeu: “É incorreto e afronta a ética. Há quem diga que repórter e assessor representam interesses antagônicos. São retrógrados, os que acham isso. O jornalista assessor de imprensa desempenha um papel de grande relevância social, disponibilizando informações, articulando o discurso de variados grupos, praticamente dando-lhes voz, na medida em que a faz chegar à mídia. Por certo defende determinados interesses, balizado pela ética. Não trai a sociedade. Jornalistas que trabalham em veículos de comunicação também defendem determinados interesses, igualmente balizados pela ética. Nas duas funções temos profissionais que ignoram os preceitos éticos. O assessor representa uma organização ou um grupo social; o repórter (tomando-o como símbolo do jornalista de veículos) representa a sociedade, em tese. Isso pode lhe dar maior relevo, mas não o torna mais nobre, nem mais jornalista. Ele sempre precisará de determinadas fontes, e lá encontrará os assessores de imprensa”. Não é preciso dizer mais nada, porém quero salientar que em minha opinião o jornalista que não confia no trabalho de um assessor de imprensa, deve levantar o bumbum da cadeira e ir à labuta, em vez de esperar por seus releases prontinhos.

10 abril, 2013

O que é ser jornalista?


 
Nos últimos tempos tenho visto um interesse crescente das pessoas pelo Jornalismo e acompanhado discussões em blogs e redes sociais, além de ser frequentemente procurada por jovens triunfenses que desejam fazer faculdade de Jornalismo e querem conhecer melhor a profissão. Vejo também muita confusão a respeito do que é jornalismo, de como fazer jornalismo, quais suas funções, o que pode ou não um jornalista, quais os limites da imprensa e vejo, principalmente, muita confusão entre o que é prática jornalística e liberdade de expressão. Portanto, ao ser convidada para escrever essa coluna, resolvi esclarecer alguns equívocos e distorções, muitas vezes cometidos pelos próprios profissionais, por motivos que prefiro não cogitar. 

O jornalista não é um super herói, e para os que discordam ou ainda não sabem disso recomendo o livro Complexo de Clark Kent – São super homens os jornalistas?, de Geraldo Vieira Filho. Eu sei... Também me decepcionei um pouco quando o li, porque eu achava que com uma capa vermelha poderia voar e salvar o planeta, mas pelo menos a descoberta que o livro traz nos deixa mais centrados no mundo real e nos obriga a trabalharmos mais ainda pelos nossos objetivos.

O jornalista também não é um ser privilegiado, ele tem informação privilegiada, mas não é mais importante nem melhor do que ninguém: não tem vaga própria nos estacionamentos, não é superstar, nem tem mais proteção ou mais privilégio das leis por ser jornalista. Caco Barcellos, por exemplo, um ícone do jornalismo brasileiro, teve que passar um tempo fora do Brasil após o lançamento do livro Rota 66, que denunciou a polícia de São Paulo, pois sua vida corria riscos. Ele não teve força policial especial alguma ao seu lado, nem lei específica que dissesse que ele era intocável. Podia ser fotografado, ter sua imagem gravada em vídeo, em fim, nada o diferenciava de um ser humano qualquer. Esse é o preço que se paga pelo jornalismo de denúncia, mas não torna o jornalista mais especial.
Repórter, repórter fotográfico, editor, redator, pauteiro, assessor de imprensa são apenas algumas das muitas funções que um jornalista pode exercer e nenhuma delas o faz mais ou menos jornalista. 

Com a decisão do STF em relação ao diploma (que será em breve derrubada) muitas pessoas acham que agora qualquer um pode ser jornalista. Não é bem assim. Os Sindicatos de todo o Brasil e a Fenaj – Federação Nacional de Jornalistas, na luta pela obrigatoriedade do diploma, não emitem nenhuma carteira profissional sem apresentação de diploma de ensino superior, e a grande maioria das empresas só contrata profissionais capacitados, então, futuros jornalistas, não desanimem. Sem contar que os conhecimentos adquiridos em uma universidade são valiosíssimos e fazem muita diferença.

O fato de ser jornalista não garante que todo mundo tenha a obrigação de dizer o que você quer saber, muito menos que o jornalista pode entrar onde bem entender usando como pretexto a liberdade de imprensa, porque quando alguém não quer te dar uma informação que pertence a ela, ou não te convidou a entrar no espaço dela e você quer obriga-la, isso não é liberdade de imprensa, é falta de respeito e de profissionalismo. Conforme o artigo 8º do capítulo 2º do Código de Ética do Jornalismo Brasileiro, o jornalista tem a obrigação de, no exercício da profissão, respeitar o direito à intimidade, à privacidade, à honra e à imagem do cidadão. Fora do exercício da profissão também, claro, mas isso é obrigação de todos nós, o que um jornalista não pode é usar a profissão para atacar a honra das pessoas.

Liberdade de imprensa não é sinônimo de anarquia. A imprensa tem livre acesso em todos os locais de domínio público e às informações públicas de interesse coletivo. Menos que isso é censura, mais que isso, se não for privilégio nem mexerico, é abuso.

E por fim, jornalista não é Barsa. Um jornalista não tem que saber tudo, pelo contrário, a função dele é exatamente pesquisar, perguntar para quem sabe, ir atrás do conhecimento e da informação para compartilhá-los com o seu público.

E ser jornalista é, acima de tudo, ter que se conter muito para não escrever demais! (risos)

06 abril, 2012

Reflexões às vesperas do Dia do Jornalista

Profissão: Jornalista! (1)
Amanhã é dia dos jornalistas. E neste ano temos muitas expectativas, entre elas a criação da Frente Parlamentar em Defesa do Piso Nacional dos Jornalistas, definida para o dia 11 de abril e a votação (visada em 2º turno) da PEC 33/09, que restitui a exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista. Com a graça de Deus, obteremos vitória! Avante Fenaj, avante Sindicatos, avante Sindicatodos Jornalistas do RS!

Profissão: Jornalista (2)
Sempre quis ser jornalista e nunca me arrependi da minha escolha. Na realidade, nem foi uma "escolha", não "escolhi" ser jornalista, "nasci" jornalista. Não tenho muitas queixas da profissão. O que me entristece são casos isolados: um ou outro jornalista frustrado que nunca ouviu a palavra "ética" em sua vida e ainda usa o jornalismo (mesmo sem exercê-lo) para pressões políticas de interesses unicamente pessoais, e nesse jogo sujo de hipocrisia e falta de caráter, mancha o nome do jornalismo, mente, distorce fatos, engana pessoas que desconhecem a profissão com o único intuito de denegrir os colegas que têm pela frente o futuro que nunca tivera. Bom, não é a toa que um tipo assim não exerce a profissão e teve que escolher outra para exercer durante a vida. Mesmo assim possui, a despeito de não merecer, o diploma de jornalista. E quando o diploma passa a não valer nada, a diferença maior está na alma: quem nasceu jornalista tem ética! Não porque dizem os códigos e os manuais, mas porque está intrinsecamente ligada ao caráter.

Profissão: Jornalista (3)
O bom que o caso citado anteriornamente é isolado. Pelo menos para mim. A grande maioria dos JORNALISTAS que conheço e me cercam, com os quais tenho a honra de dividir essa apaixonante profissão, são profissionais sérios, apaixonados e principalmente CAMARADAS! Pessoas que sabem que um não ocupa o espaço do outro, que não se perde o que se conquistou por direito e se ajudam mutuamente. A esses colegas maravilhosos é que desejo amanhã um feliz Dia do Jornalista! Mais que uma profissão: um estado de espírito! 

Colegas: amanhã nós somos a pauta!

17 outubro, 2011

Por que você quis ser Jornalista? A Gramática, a ética e a responsabilidade social




Certo dia estava indo para a faculdade e ao entrar no ônibus universitário a Glória, antes mesmo de me dar “oi”, me indagou abruptamente: “por que tu escolheste o Jornalismo como profissão?”. Sentei ao lado dela e respondi: “Bem, eu amo ler e escrever. Além disso, vendo tanta injustiça, sempre quis ajudar a sociedade de alguma forma, principalmente com a população que não tem voz nem vez e no Jornalismo posso ajudar os cidadãos, fazendo assim alguma justiça social, aproveitando a pressão da mídia e a exposição dos fatos”. A Glória esboçou um grande sorriso e me entregou uma revista, não lembro qual. Nela havia uma reportagem sobre a profissão de jornalista. O texto começava assim: “Pergunte a qualquer jornalista o que o motivou a escolher a profissão. Além de responder que adoram ler e escrever, não serão poucos os que dirão que foram movidos por certo senso de justiça”. 

Pois é, Jornalismo é dom. E dom inato. Tudo começou em 1989, quando eu tinha 11 anos de idade. Meu pai sempre foi assinante da Zero Hora e todos os dias eu esperava ansiosamente a hora do almoço, pois ele chegava do trabalho com a Zero Hora em mãos. Todos os dias a mesma briga: minha mãe gritando para que eu fosse almoçar e eu pedindo que esperasse, pois tinha que ler o jornal. E lia “de cabo a rabo”. Mas o que me prendia eram as notícias sobre casos de impunidades, de injustiças e de denúncias que ganhavam publicidade nas páginas do jornal. Eu elegia as melhores “manchetes” e corria para TV, a fim de assistir a repercussão. 

No dia seguinte o ritual se repetia e eu procurava nas páginas da Zero Hora a continuidade do caso que havia lido no dia anterior e novamente corria à frente da TV, vibrando com os casos que haviam sido solucionados (fosse um crime ou um simples problema de saneamento ou calçamento em um bairro) que beneficiasse a população. 

Comecei então a recortar e guardar as principais notícias e os cadernos especiais que a Zero Hora fazia dos mais variados assuntos. Até hoje tenho toda a coleção de jornais que juntei desde aquela época. Meu pai, percebendo meu interesse, me chamou um dia até o quarto dele e retirou do guarda-roupa uma pasta. Nela estavam recortes de jornais antigos com vários assuntos interessantes e históricos, como uma reportagem beeeeem antiga sobre o Titanic. Ele me mostrou um por um, enquanto meus olhos brilhavam, e por fim, me entregou a pasta dizendo: “É para tua coleção, guarde e faça bom proveito”. A partir daí cada coisa interessante que saia no jornal ele se antecipava e separava para mim.

Quando chegou a hora do vestibular não titubeei: “quero ser jornalista e me formar na Unisinos”. Fiz um único vestibular, pois se não passasse para Jornalismo, e na Unisinos, não queria outro curso, nem outra universidade. 

Mas por que esse assunto agora? É que para ser Jornalista não basta cursar faculdade, tem que nascer jornalista. Que fique registrado, porém, que sou totalmente a favor do diploma. O Jornalismo é mais que uma profissão, é um estado de espírito. E ver jornalistas ostentando um diploma do qual não são merecedores, me causa indignação e fere meu senso de justiça. Da mesma forma que não admito ver um médico que se recusa a salvar vidas, um advogado que age fora da lei ou uma babá que maltrata crianças não admito jornalistas que não honram a profissão. Tenho visto ‘colegas’ que só visam fama e status, que só querem aparecer e ter seu nome conhecido. Ora, como disse um professor que me deu aula na faculdade, quem quiser ser famoso e aparecer na TV que coloque uma roupa bem curtinha e vá rebolar no É o Tchan. Quem quer teu seu nome conhecido em todo país que pose nu para uma revista, mas não use uma profissão tão digna para fins próprios. A missão do Jornalismo é servir à sociedade e, mais do que informar, tem que formar e educar cidadãos: a maior missão do Jornalismo é praticar a responsabilidade social. 

E por falar em educar, se depender de alguns ‘colegas’ da imprensa escrita a população não terá nenhuma ajuda com a gramática. No início deste artigo contei um fato que ocorreu comigo, quando minha amiga me entregou uma revista onde havia uma reportagem sobre o que leva alguém a cursar Jornalismo. Além do papel cívico, um jornalista tem que, no mínimo, amar ler e escrever. E se ele ama ler e escrever conhece muito bem a gramática da língua pátria. Começa por aí.  O primeiro requisito dos mais básicos para quem tem verdadeiramente o dom jornalístico é o dom de lidar com as palavras, é o amor por elas e a facilidade em colocá-las no papel. Não acredito na vocação jornalística de quem não sabe escrever. Além do mais, os jornalistas têm muita credibilidade: se um jornalista disse é porque é verdade, se um jornalista escreveu assim é porque está correto. E aí? Vai ensinar o povo a escrever errado?

Um ‘jornalista’ que não conhece as mais básicas das regras gramaticais, como a que diz que não se separa com vírgula o sujeito do verbo, está se aventurando pela profissão. Ah, mas então quer dizer que um jornalista não pode errar? Sim, pode! E erra, se engana, comete falhas, mas daí você sabe que foi um caso isolado, um erro de digitação, a pressa. O que vejo, porém, são sucessivos e inadmissíveis erros. Sim, a língua portuguesa é complicada. Mas não para um jornalista que realmente nasceu para a profissão. Desculpem-me a expressão, mas quando leio um texto cheio de erros tenho vontade de fazer o ‘jornalista autor’ comer a página! Pior que isso é que conheço pessoas que além de serem jornalistas são professores de português e não dão uma dentro! Aí é de doer e pensar no porquê a educação do país está como está.

Para finalizar, jornalista de verdade não manipula informações. O que vejo de ‘colegas’ distorcendo e omitindo verdades para fins próprios, e principalmente lucrativos, é de doer na alma. Sei que a imparcialidade jornalística é mito, pois somos seres humanos e temos nossas opiniões e preferências. Porém, mentir descaradamente, distorcer e passar informações falsas para se vingar de alguém, extorquir alguém ou conseguir benefícios para si é inadmissível. Pior que vi uma jornalista respondendo uma pergunta de um cidadão e mentindo descaradamente para se vingar de políticos com quem ela trocou votos por um emprego que não veio. Isso é uma questão de má índole, de falta de caráter, de escrúpulos e um verdadeiro jornalista, aquele que nasceu com dom para a profissão, jamais a mancharia com atitudes tão vis. 

Enfim, além dos aventureiros, os que se auto-intitulam jornalistas sem nunca terem passado por uma universidade, temos que agüentar também os que ostentam um diploma sem fazer jus a ele. É urgente que se crie um Conselho Federal de Jornalismo para regular essas ações. Assim como médicos, advogados e tantos outros profissionais perdem suas credenciais por não exercerem dignamente suas profissões, jornalistas e pseudo-jornalistas precisam ser fiscalizados ou a profissão perderá seu prestígio e seu verdadeiro objetivo.

23 agosto, 2011

Projetos de leis foram aprovados após decisão do STF, que acaba com a obrigatoriedade


Pelo menos um Estado e três cidades já exigem diploma de jornalista para contratação de funcionários em órgãos da administração pública. O Rio Grande do Sul, Natal (RN), Belo Horizonte (MG) e Maceió (AL) aprovaram recentemente projetos de lei nesse sentido, quase um ano após a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que acabou com a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão.


A capital do Rio de Janeiro, Campo Grande (MS), a Bahia e o Mato Grosso do Sul têm projetos de lei em tramitação.


O presidente da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), Sérgio Murillo de Andrade, afirma que a decisão dos sistemas públicos não entra em conflito com a do STF.


- O Supremo não decidiu obrigar as instituições a contratar pessoas sem diploma, apenas autorizou essa possibilidade. Os empregadores têm a liberdade de escolher profissionais com formação específica ou não.


De maneira geral, os novos projetos de leis preveem contratação de jornalistas diplomados em cargos da administração direta, indireta e comissionados.


O ex-deputado Sandro Boka (PMDB-RS), autor do projeto no Rio Grande do Sul, avalia que a decisão do STF foi um erro e que é necessário “qualificar o serviço público”. A governadora Yeda Crusius (PSDB) chegou a vetar a proposta, mas a assembleia conseguiu reverter o resultado, por 35 votos contra três. A lei foi promulgada no dia 26 de maio.


Já em Natal (RN), a lei foi aprovada por unanimidade na Câmara e sancionada pela prefeitura em abril. Para o atual secretário de Educação de Natal, Edivan Martins (PV-RN), autor do projeto, a contratação de diplomados não fere a liberdade de imprensa.


- É uma questão de valorização da formação e do diploma. O importante é que os órgãos públicos ofereçam informações de qualidade.


O deputado estadual Pedro Teruel (PT-MS) defende que os Estados e municípios aprovem iniciativas do tipo para aproveitar a grande quantidade de recém-formados em jornalismo. Segundo ele, a contratação de profissionais sem diploma seria interessante em casos de falta de pessoas qualificadas. O Censo do Ensino Superior de 2008, feito pelo MEC (Ministério da Educação), mostra que mais 27 mil estudantes se formaram em cursos de jornalismo.


O projeto de autoria de Teruel, que, assim como os outros, inclui a exigência do diploma nos editais de concurso, foi aprovado por unanimidade na assembleia de Mato Grosso do Sul e aguarda análise do governo.



Mercado de trabalho



Em janeiro deste ano foi aprovado o projeto de lei que obriga diploma nos Poderes Executivo e Legislativo de Belo Horizonte (MG), de autoria dos vereadores Adriano Ventura (PT-MG) e Luzia Ferreira (PPS-MG).



Ventura espera que cidades do interior de Minas também aprovem projetos para exigir a contratação de servidores com diploma.



- A situação no interior é mais complicada, já que há poucos profissionais qualificados atuando na área. Com a lei, é todo um novo mercado que se abre para os recém-formados.




Processo



Embora muitos digam que as novas legislações estaduais e municipais não entram em conflito com a decisão do STF, o presidente do sindicato de jornalistas de São Paulo, José Augusto Camargo, afirma que alguns casos podem ir parar na Justiça - e que o resultado dependerá da interpretação do juiz.



Em Curitiba (PR), um candidato sem diploma passou em primeiro lugar em um concurso para o cargo de assessor de imprensa da UFPR (Universidade Federal do Paraná). Como a seleção exigia o diploma, ele foi impedido de tomar posse. O candidato entrou, então, na Justiça para conseguir a nomeação, com base na decisão do STF.



Em fevereiro deste ano, a 4ª Vara Federal de Curitiba negou o pedido do candidato. Em abril, saiu a sentença final e o mandato de segurança foi julgado como improcedente. O profissional já entrou com recurso contra a decisão.


 
 
Por Amanda Polato
Portal R7



OBS.: É A FORMA MAIS EFICIENTE DE DIFERENTES INSTÂNCIAS DO ESTADO BRASILEIRO DIZEREM COM TODAS AS LETRAS: O STF ERROU NA DECISÃO DO LIBEROU GERAL.

RS, Natal, BH e Maceió passam a exigir diploma de jornalista em concursos

Projetos de leis foram aprovados após decisão do STF, que acaba com a obrigatoriedade


Pelo menos um Estado e três cidades já exigem diploma de jornalista para contratação de funcionários em órgãos da administração pública. O Rio Grande do Sul, Natal (RN), Belo Horizonte (MG) e Maceió (AL) aprovaram recentemente projetos de lei nesse sentido, quase um ano após a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que acabou com a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão.

A capital do Rio de Janeiro, Campo Grande (MS), a Bahia e o Mato Grosso do Sul têm projetos de lei em tramitação.



O presidente da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), Sérgio Murillo de Andrade, afirma que a decisão dos sistemas públicos não entra em conflito com a do STF.



- O Supremo não decidiu obrigar as instituições a contratar pessoas sem diploma, apenas autorizou essa possibilidade. Os empregadores têm a liberdade de escolher profissionais com formação específica ou não.



De maneira geral, os novos projetos de leis preveem contratação de jornalistas diplomados em cargos da administração direta, indireta e comissionados.



O ex-deputado Sandro Boka (PMDB-RS), autor do projeto no Rio Grande do Sul, avalia que a decisão do STF foi um erro e que é necessário “qualificar o serviço público”. A governadora Yeda Crusius (PSDB) chegou a vetar a proposta, mas a assembleia conseguiu reverter o resultado, por 35 votos contra três. A lei foi promulgada no dia 26 de maio.



Já em Natal (RN), a lei foi aprovada por unanimidade na Câmara e sancionada pela prefeitura em abril. Para o atual secretário de Educação de Natal, Edivan Martins (PV-RN), autor do projeto, a contratação de diplomados não fere a liberdade de imprensa.



- É uma questão de valorização da formação e do diploma. O importante é que os órgãos públicos ofereçam informações de qualidade.



O deputado estadual Pedro Teruel (PT-MS) defende que os Estados e municípios aprovem iniciativas do tipo para aproveitar a grande quantidade de recém-formados em jornalismo. Segundo ele, a contratação de profissionais sem diploma seria interessante em casos de falta de pessoas qualificadas. O Censo do Ensino Superior de 2008, feito pelo MEC (Ministério da Educação), mostra que mais 27 mil estudantes se formaram em cursos de jornalismo.



O projeto de autoria de Teruel, que, assim como os outros, inclui a exigência do diploma nos editais de concurso, foi aprovado por unanimidade na assembleia de Mato Grosso do Sul e aguarda análise do governo.





Mercado de trabalho



Em janeiro deste ano foi aprovado o projeto de lei que obriga diploma nos Poderes Executivo e Legislativo de Belo Horizonte (MG), de autoria dos vereadores Adriano Ventura (PT-MG) e Luzia Ferreira (PPS-MG).

Ventura espera que cidades do interior de Minas também aprovem projetos para exigir a contratação de servidores com diploma.



- A situação no interior é mais complicada, já que há poucos profissionais qualificados atuando na área. Com a lei, é todo um novo mercado que se abre para os recém-formados.





Processo



Embora muitos digam que as novas legislações estaduais e municipais não entram em conflito com a decisão do STF, o presidente do sindicato de jornalistas de São Paulo, José Augusto Camargo, afirma que alguns casos podem ir parar na Justiça - e que o resultado dependerá da interpretação do juiz.



Em Curitiba (PR), um candidato sem diploma passou em primeiro lugar em um concurso para o cargo de assessor de imprensa da UFPR (Universidade Federal do Paraná). Como a seleção exigia o diploma, ele foi impedido de tomar posse. O candidato entrou, então, na Justiça para conseguir a nomeação, com base na decisão do STF.



Em fevereiro deste ano, a 4ª Vara Federal de Curitiba negou o pedido do candidato. Em abril, saiu a sentença final e o mandato de segurança foi julgado como improcedente. O profissional já entrou com recurso contra a decisão.

PERFIS FALSOS NO ORKUT ACABAM EM CADEIA!